terça-feira, 18 de dezembro de 2007

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

iPod geladinho


Imagine vc na praia, chupando um picolé e, na hora de dar uma mordida, sente algo duro.

Não cuspa! Não jogue fora! Pode ser um iPod Shuffle!

A partir de 18/12 a Kibon coloca no mercado 10 mil mp3 players dentro do sorvete Fruttare!

Olha o que a modernidade fez com a promoção do palito premiado...

sábado, 15 de dezembro de 2007

Lançamento

Chefinho lança edição anual do guia na próxima segunda (17). Também apresenta pela 1ª vez o Guia Brasil. É pra galera aparecer no Baretto, a partir das 19h, e encher a cara.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

No Fasano de regata

Para os clientes assíduos do restaurante e os em potencial, pode soar estranho o título acima. A situação é inimaginável se recapitularmos as imagens do suntuoso hotel na rua Vittorio Fasano (o nome não é por acaso), freqüentado por endinheirados que costumam bater o nariz no teto (apesar do pé-direito alto) e desfilar a última moda adquirida a preços exorbitantes.

Apague esta imagem. Dirija-se ao Rio. O bairro não é menos chique: Ipanema. A rua muito menos: Vieira Souto. Só que um detalhe faz toda a diferença: o mar.

Era um almoço de sábado, fui bater um rango por lá. Já acostumada a ir a eventos e restaurantes do mesmo porte (não que eu tenha cacife, mas o trabalho me permite), importei-me devidamente com minhas vestimentas. Notei que foi uma preocupação de paulistano. A descontração de carioca é de deixar qualquer um no chinelo. E de regata.

O entra-e-sai de turistas e o despojamento que a praia nos proporciona tornaram até o Fasano, um ícone de formalidade de São Paulo, em um local mais receptível ao clima tropical. Esses novos “ares” até se refletiram no staff que, muito elegante, adotou o branco para harmonizar com o ambiente iluminado pelo sol carioca.

“Mas à noite não é permitido regata, muito menos chinelos”, avisa André, sommelier que pegou a Ponte Aérea e agora indica vinhos (principalmente brancos) à clientela de línguas variadas.

Nosso almoço começou com uma taça de viúva rosé bem geladinha com o couvert simples e na medida certa – pães, manteiga, creme de queijo, entre outros patês. Nossa entrada esbanjou ingredientes sofisticados: vieiras grelhadas em creme de legumes e blinis com caviar uruguaio. Mas eu esperava uma vieira mais gorda – quando se fala de um prato de R$ 150, eu tenho esse direito. Na seqüência, cavaquinha gratinada com purê de funcho. Estava um espetáculo - perfeito o ponto do fruto do mar, purê de aroma delicado. Realmente o chef Luca Guzzoni, ex-Enoteca Pinchiorri, se adaptou bem às panelas cariocas. A refeição foi muito bem acompanhada do vinho Monteriolo Chardonnay 2003, Luigi Coppo (Piemonte, Itália). Aroma amadeirado mas com vigor das notas cítricas, de excelente equilíbrio e frescor. Ótima escolha de André.

Para finalizar, novamente pedi a sugestão do maître e agraciei meu paladar com o delicado suflê de limão siciliano. André nos serviu uma taça de Coteaux Du Layon 2004 – Domaine Baumard (Loire, França). Proporcionou-nos um excelente final de boca e de refeição.

Aproveitamos a ocasião para levarmos um panettone Fasano. Pra continuar com o sabor de Fasano em casa.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Quilo salgado

Quem foi ao Celeiro sabe. O preço do quilo é algo assustador: cerca de R$ 71. Mas como foi eleito várias vezes pela Veja Rio como a melhor salada da capital fluminense, não tive como ignorá-lo. Depois de uma praia básica, me debandei pra rua Dias Ferreira, no Leblon, e coloquei meu nome na lista de espera. Era uma segunda-feira, 13h. E ainda tinha fila (um bom sinal para um restaurante).

Homens de calça social, mulheres emperuadas, esportistas e praieiros como eu completavam o pequeno salão e as calçadas recheadas de mesas. Depois de 15 minutos (e ouvir a conversa da Ana Carolina que estava na minha frente), pude provar a então famosa salada.
Um picadinho com arroz branco dava início ao desfile de pratos. Placas de "orgânico" se acumulavam ao longo de saladas como alfafa, cenourinha caramelizada, abóbora japonesa grelhada, quiabo levemente defumado, tofu, ervilhas frescas, patê de fígado, berinjela levemente adocicada, entre outras sugestões que não couberam no meu prato. A dor veio no final: R$ 34 por um prato de salada. Eis que me lembro: "estou no Celeiro".

A salada veio a calhar, já que estava num ritmo mais saudável. E obviamente não decepcionou, mas não sei se vale o que pesa (com a desculpa do trocadilho).

Mas o que mais incomodou foi olhar todas aquelas sobremesas suculentas que desfilavam acima dos "orgânicos". É muita sacanagem. Eu lá, reduzindo minhas calorias para simplesmente recuperá-las por osmose com o tiramisù, panna cotta, brownie, etc, etc, etc.

Aí fiquei tensa. Se é pra fod., vamos fazer com estilo. Me recusei a comer a sobremesa por lá. Me direcionei até o Aquim e me esbaldei com um cubo de chocolate gigante! hehehe. Estou me dando muito bem com as calorias adquiridas.

No próximo post, falarei do Fasano carioca!

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Em recuperação

A festa de sábado foi destruidora. Nunca tomei tanta Grey Goose na vida. O resultado veio no dia seguinte...coisa de iniciante.
Foi uma boa lição para cuidar um pouco do meu fígado, que já assinou a carta de demissão deste corpo há muito tempo.
Sanduíche de queijo com banana e suco de fruta do conde no BB Lanches, água de coco no quiosque do Arpoador depois de caminhada desde a ponta do Leblon, salada variada com frango grelhado no Fellini - quilo respeitável por aqui... assim tem sido minhas refeições desde então. A vida light no Rio até que é agradável.

Mas quem me conhece, sabe que não pararei por aqui. Roberta Sudbrack e Fasano Al Mare que me aguardem!!!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A ciência em nome do vinho

Da Folha de S.Paulo, 28/11/2007, Caderno Ciência

Teste genético identifica melhor uva para vinhos

Genoma da planta rende primeiras ferramentas

RICARDO BONALUME NETO
DA REPORTAGEM LOCAL

Cientistas dos EUA e da Itália identificaram os "genes do amadurecimento" em uvas e criaram um novo método para selecionar frutos. Não só os genes, mas os principais processos bioquímicos envolvidos na maturação, foram decifrados. Isso permitirá que em breve seja possível detectar com mais precisão qual uva, ou qual cultivar, produzirá bons vinhos. Em dois novos estudos na revista "BMC Genomics", os cientistas mostram ferramentas derivadas do genoma da uva (Vitis vinifera), divulgado em agosto.
"O amadurecimento da uva implica em muitos processos biológicos e moleculares. Até agora, é monitorado por meio de métodos triviais que calculam o teor de açúcar, de acidez, que permitem estimar o estado de amadurecimento", disse à Folha o líder do estudo americano, Laurent Deluc, da Universidade de Nevada, em Reno.
Segundo ele, essas técnicas não permitem saber com precisão se o amadurecimento chegou ao auge. Seria preciso ter outros "indicadores" e a expressão (ativação) dos genes pode cumprir esse papel. "Se existir um gene cuja expressão seja muito alta na época da colheita, você pode usá-lo como um bom marcador", diz. A tecnologia de chips de DNA permite saber ao mesmo tempo como se ativam 16 mil genes.
A equipe americana pesquisou sete estágios do desenvolvimento de uvas Cabernet Sauvignon. "A análise identificou um conjunto de genes desconhecidos potencialmente envolvidos em estágios críticos associados ao desenvolvimento da fruta que podem agora ser sujeitados a testes", escreveram os cientistas. Além de descobrir detalhes do funcionamento de genes fundamentais, ligados à fotossíntese ou à resistência a doenças, eles puderam ver outros relacionados à produção de compostos aromáticos e à regulação dos flavonóides, substâncias essenciais para o sabor dos vinhos.
"Os flavonóides são críticos para a estabilidade do vinho através do tempo", diz Deluc. Saber quais genes são importantes para o acúmulo desses compostos pode permitir aos pesquisadores "gerenciar melhor" a uva, ou até criar variedades transgênicas, diz Deluc.
Os estudo italiano, que usou uvas Pinot Noir, achou cerca de 1.400 genes específicos do amadurecimento e viu como sua expressão flutuava de modo semelhante durante o processo em três estações de colheita. Foi possível ver que um grupo menor de genes foi fortemente influenciado por condições climáticas, provando que a boa safra requer uma combinação de uva, solo e clima.
"A produção de vinho ainda pode ser considerada uma arte, mas uma alta qualidade da uva é sempre um pré-requisito para fazer vinhos de alta qualidade." diz Stefania Pilati, uma das autoras do estudo italiano. Deluc vai além. "A produção de vinho deixou de ser uma arte, está se tornando uma ciência com um propósito econômico real."

sábado, 24 de novembro de 2007

As calorias me perseguem

A sexta-feira foi agitada gastronomicamente. Depois de um almoço no A bela Sintra com vinhos portugueses da Casa Ferreirinha (a linha Callabriga), eu e minha amiga e ex-chefinha Cris fomos experimentar o "Melhor Bolo de Chocolate do Mundo". Não sei se é o melhor do mundo, já que não comi todos existentes, mas que era bom, era!

Para tentar amenizar o efeito calórico, hoje (sábado) fui dar uma andada no Parque Ibirapuera. Estava eu, firme e forte nos passos, quando senti um cheiro booommmmm. Meu faro de cão logo detectou: acarajé!
As baianas (com aquela roupa e tudo mais) estavam na porta do Museu Afro Brasil servindo GRATUITAMENTE aquele fumegante e saboroso bolinho frito! Claro que abocanhei um.

Não tem jeito...por mais que queira fugir, as calorias me perseguem!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Dobradinha 2 - A missão

Continuo na minha luta à procura de dobradinha na cidade. Eis que numa conversa com Ivo, do restaurante Tordesilhas, ele me dá mais um alento ao meu paladar. "A gente costuma servir como prato do dia", declara.
Claro que, além da dobradinha, não dá pra deixar de provar o barreado, o tutu à mineira, o pato no tucupi, e por aí vai! - o pânceps agracede.

E mais Forbes...

Esses caras gostam de fazer "os 10 mais". Agora é a vez dos restaurantes mais caros!

Clique djá dinovo!

Reserva pra quantos?

Quer saber quais são os 10 restaurantes mais difíceis de se fazer uma reserva? A Forbes.com conta pra você.

Clique djá!


ps: tudo bem que conheço algumas pessoas que só precisam dar um telefonema para comer numa dessas espeluncas sem esperar um dia sequer...

Retrospectiva do pré-jogo em poucas palavras


Camiseta da Seleção: R$ 120

Táxi até o Hilton, com o mega trânsito de SP: R$ 35

Ir do Hilton ao Morumbi num busão sem freio, subir na calçada, levar uma árvore, bater num poste, arrebentar a traseira de outro busão e ainda dar uma chapuletada em outro carro: NÃO TEM PREÇO!!!


hahahahaha!

ps: entre mortos e feridos, todos se salvaram

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Top 1 da Wine Spectator

A Wine Spectator acaba de anunciar a lista "The Top 100 of 2007". E o grande vencedor é....

Clique aqui e descobrirá!

Em clima de Natal

Há uma semana meu pai não coloca um grama de arroz na boca e só compra pão light.
"É pra comer todos os panetones que chegarem sem culpa", justifica.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Dobradinha

Pode parecer estranho pra muitos, mas eu amo dobradinha. Minha mãe, excelente cozinheira quando não está com preguiça, faz o delicioso prato com paio e feijão branco.
Semana passada tive o prazer de ter a dobradinha em minha boca. Ao mesmo tempo pensei como seria meu futuro sem a comida da mama e, conseqüentemente, sem a iguaria. Uma coisa é certa: eu amo COMER dobradinha, ponto final. Fazê-la já são outros quinhentos - o bicho é feio pra burro, dá um trabalhão pra preparar. A tristeza foi tomando conta de mim - onde poderia comer tão nobre prato fora de casa? A alegria só veio quando li o press release sobre o restaurante da Enoteca Acqua Santa: no almoço e jantar de sexta-feira eles servem dobradinha à italiana, por R$ 29. Outros pratos também me agradaram: rabada ao vinho tinto às quartas (R$ 31) e fígado à veneziana às quintas (R$ 29).
Quem gostou assim como eu, segue infos do local, sob o comando do chef italiano Luciano Pollarini:
Rua Oscar Freire 155 (depois da esquina da Rua Peixoto Gomide), Jardins, São Paulo, tel. 3081-7909 (www.enotecaacquasanta.com.br)

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Frase da semana

E eu, que estava quase morrendo, pensando que era por causa da cachaça...

Era o leite!!!


ps: tks, pai

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O assunto de hoje é: faculdade de gastronomia

Lendo matéria do Info Money que saiu no UOL, fiquei pensando no panorama gastronômico atual e na multiplicação das faculdades de gastronomia. Querido leitor, você acha que para ser um bom chef é necessário cursar uma faculdade?

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A gula


Estava conversando com namo - eu em SP e ele em Toronto - e me contou sobre o jantar que teve na casa do cunhado. Os pais do cunhado, franceses, trouxeram uma série de foie gras e vinhos maravilhosos.

O relógio já batia as 2 badaladas da madruga e meu estômago estava relativamente cheio. Mas depois que desligamos o Skype, não teve outra. Lembrei-me do meu pequeno pote de foie gras da Rougié que estava guardado para ocasiões especiais. E ontem eu decidi que era uma ocasião especial. Abri com gosto e coloquei um naco de foie gras num Fofinho´s da Seven Boys - era o que tinha de pão em casa!

Tava boommmmmm!

domingo, 28 de outubro de 2007

Para os bebedores de plantão


Dêem uma olhada nesta fantástica geladeira. No lugar da água, sai chope! Será um sucesso de vendas quando chegar no Brasil.

Mais imagens no site da empresa Asko.

BH no NYT

Eis que os americanos descobrem o potencial alcoólico da capital mineira.

Clique djá!

sábado, 27 de outubro de 2007

Eu amo a tecnologia

Eu, em plena Parrilla Argentina, bebendo uma caipirinha com Anísio Santiago e atualizando meu blog a partir de um iPhone...maravilha de vida.
p.s.: hic!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Um ótimo domingo


Eu odeio domingo. Simplesmente porque em poucas horas segunda chegará. Mas o último foi especial.

Acordei às 13h30. Com o carinho de namo. Sensacional.

Depois de rangar comida da mãe, pegamos a caranga em direção ao palco do espetáculo futebolístico. Nada melhor do que ver meu time jogando em casa, com mais de 60 mil pessoas.

Antes tive de fazer uma escalada nas montanhas do Morumbi. Parei meu carro praticamente perto do Palácio do Governador, para fugir da taxa de R$ 20 dos simpáticos guardadores de carro, que delicadamente sobem no seu capô para mostrar onde está a vaga disponível.

Fiquei na Geral Azul - o que sobrou pra quem foi comprar ingresso no sábado. Meu suor descendo pelas costas indicava mais de 35ºC naquela muvuca. Claro que não tinha mais lugar pra sentar, já que cheguei depois de 5 minutos do jogo ter iniciado. Mas na geral, o melhor mesmo é assistir em pé.

É engraçado como o estádio é um ambiente que elimina raça, classe social, sexo. Você está lá por uma paixão. O seu time de coração. E você conversa, discute com quem estiver ao seu lado, pois vocês têm muito em comum agora.

"Por que não tiram o Souza? Ele não anda, porra!", "Mas que caralho, o Muricy precisa mudar"...e por aí vai. O primeiro tempo foi realmente tenso.

No intervalo, o público se matou para comer o kit Habib´s, com kibe, esfiha e sei-lá-mais-o-que. Eu fiquei na minha, guardando meu estômago para o melhor do jogo.

Logo no começo do segundo tempo, dava pra ver como um bom técnico faz uma puta diferença. Meu time se deslocava melhor em campo, criava mais jogadas e a marcação mostrou-se mais eficiente. Mas não parecia suficiente. O grito de gol não saía da boca dos 60 mil torcedores impacientes.

Mais uma jogada de mestre Muricy. Tira Souza (vaiado), entra Diego Tardelli. Logo que o moleque tocou na bola, deu pra sentir sua fome de vitória. Era a garra que faltava. Bela jogada, foi até a linha de fundo e colocou a bola nos pés de Jorge Wagner. Gol do Tricolor. Já quase não tinha mais garganta, mas o grito saiu mais forte do que eu imaginava.

A alegria parecia completa. Eis que o placar mostra o inesperado: praticamente final de jogo em Recife, o painel anuncia pênalti para o Náutico contra o Corinthians. Simplesmente o estádio inteiro pára de olhar para o campo e se concentra no placar berrando "Gol, gol, gol, gol,...". O pau comendo no campo do SPFC e a galera torcendo pro Náutico como se fosse final de Copa do Mundo.

Não deu outra. Corinthians perdeu mais uma. E toda a torcida sãopaulina cantava incansavelmente: "ão, ão, ão, segunda divisão". Não tem coisa melhor do que ganhar e seu rival perder.

O jogo acaba. "Pentacampeão" é só o que se ouve.

Meu sorriso só saiu do rosto pra comer o que eu tanto esperava: sanduíche de pernil molhadinho com bastante cebola refogada.

Eu amo esse meu time que só me dá alegria!

Liqüidificador dos sonhos


p.s.: dica de Aline

Na home do UOL

Eu comi um bem-casado pra comemorar. Tks, sis!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Frase da semana

"O melhor tempero de um prato é a fome"
Autor desconhecido, mas acho que minha mãe já disse isso...

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Briga boa

Deu na Folha de S.Paulo hoje (16/10/2007), caderno Dinheiro:

ILLY E COCA-COLA PRODUZIRÃO BEBIDA FINA À BASE DE CAFÉ
A Coca-Cola e a Illycaffè vão lançar uma bebida à base de café para bater de frente com a parceria que foi feita entre a Starbucks e a Pepsi. Até o final deste ano, a Coca-Cola espera concluir o acordo com a empresa italiana. A bebida, que deve ser lançada em 2008 na Itália, Alemanha e Grécia, usará como matéria-prima o café produzido pela Illycaffè, que é a segunda maior produtora de café da Itália, depois da Lavazza SpA. O objetivo é aliar o conhecimento do grão acumulado pela empresa italiana com a experiência em marketing da Coca-Cola. O mercado mundial de bebidas prontas à base de café equivale a US$ 10 bilhões, segundo informações fornecidas pela Coca-Cola.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Hareburguer

Até que me deu vontade de comer "o melhor x-burguer das galáxias". Quem estiver em Ipanema, coma e me conte.
p.s.: enviado por bro

Big Brother Gourmet

Na Holanda, "restaurante do futuro" filma os clientes. Tudo em nome da "ciência"
Clique djá

Na TV, especial para Edson

Depois da polêmica no jantar preparado por Rita e Camila em última viagem a São Sebastião, publico aqui a chamada para um episódio especial sobre ABOBRINHAS no programa "Em Casa com Jamie Oliver", no canal GNT. Receitas como abobrinha em penne à carbonara, abobrinha crua com salada e cavaquinha e abobrinha frita com recheio de ricota, serão preparadas pelo charmoso chef inglês. Vai ao ar no dia 23/10, às 21h. Edson, assista e depois me diga se as abobrinhas realmente não têm graça!!!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Na TV

História do café é contada pelo THC

A série Maravilhas Modernas, do The History Channel, celebra a genialidade da imaginação transformada em realidade pelo homem. Os episódios destacam invenções, melhorias e técnicas que beneficiaram a Humanidade. No dia 16/10, terça-feira, às 20h , a série narra a origem do Café, bebida saborosa e aromática com propriedades tonificantes, que sempre provocou paixões e controvérsias. O café é uma planta nativa da Etiópia, país do Leste da África. Estima-se que seja conhecido há cerca de mil anos no Oriente Médio, especialmente na região de Kafa. Contudo, o primeiro registro comprovado data do século XV. Um pastor de cabras, Kaldi, notou que os animais ficavam alegres e que uma energia extra se evidenciava sempre que mastigavam os frutos de coloração amarelo-avermelhada dos arbustos existentes em alguns campos de pastoreio. Kaldi comentou sobre o comportamento dos animais com um monge da região, que decidiu experimentar o poder dos frutos. Ele começou a utilizá-los na forma de infusão, percebendo que a bebida o ajudava a resistir ao sono. A descoberta se espalhou rapidamente entre os monastérios, criando uma demanda pela bebida. Evidências mostram que o café foi cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Iêmen. O episódio ainda conta essa evolução até chegar às grandes fábricas norte-americanas como Hills Brothers, Maxwell House e Folgers, além da rede Starbucks. Maravilhas Modernas também refaz a trajetória da bebida, das plantações, passando pelas fábricas até chegar aos consumidores.

Novidades do Guia Michelin NYC

Confira aqui, direto do NY Daily News

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Balanço da festa de sábado

Aqui relato alguns números da festa realizada na casa de bro, no último sábado:

- cerca de 120 pessoas
- 35 garrafas de Veuve Clicquot
- 16 garrafas de Grey Goose
- 4 garrafas de uísque (Red, Black, Chivas 12 e Chivas 18)
- 10 kg de frutas como caju, morango, lima-da-pérsia, limão, uva e maracujá
- 1 grávida
- 8 horas de música
- zero reclamaçao de vizinhos e porteiros
- zero penetra (a confirmar!)
- 1 copo jogado pela varanda
- 3 taças quebradas
- 1 vomitada no lavabo
- 3 primos presentes
- 2 DJs
- 1 barman
- 2 garçons
- 1 copeira
- 1 chefe de equipe
- 5 charutos a menos no umidor (nao consumidos na festa...)
- 1 estrobo
- 4 rolos de papel higiênico
- 1 computador com webcam transmitindo a festa ao vivo
- 3 assaltos à geladeira
- 2 invasoes aos quartos fechados
- 3 festeiros que dormiram na casa

Quem ainda tiver mais números a revelar, declare aqui!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

O que eu não gosto de comer

Sempre é difícil encontrar algo que eu não coma. Mas há poucos dias, Talita me lembrou de um prato que me causa arrepios e é motivo de briga familiar. O estrogonofe feito com ketchup e creme de leite é um horror. Não dá pra explicar, é uma comida meio enjoativa, parece que nada combina no prato. Claro que não falo da versão original do estrogonofe...aí são outros quinhentos.
Se você defende com unhas, dentes e garfadas esta "delícia" que já virou um clássico da comida brasileira, pode mandar chumbo grosso nos comentários!

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Dica de filme para o fim de semana

Mundo gastronômico é tema de drama do Eurochannel

O mundo da culinária é tema central da produção francesa Uma Questão de Gosto (Une Affaire de Goût, 2000), destaque na tela do Eurochannel no dia 7/10, domingo, às 15h. No filme, um jovem garçom ascende profissionalmente ao descobrirem seu talento para identificar os ingredientes dos pratos. Embora a mudança gere uma transformação positiva em sua vida, acaba trazendo também alguns sérios problemas.

Uma Questão de Gosto (Une Affaire de Goût, França, 2000)
Direção: Bernard Rapp
Elenco: Bernard Giraudeau, Jean-Pierre Lorit e Jean-Pierre Léaud
Duração: 91 minutos
Gênero: Drama
Sinopse: Nicolas (Jean-Pierre Lorit) é um jovem boêmio e sem dinheiro, que divide um apartamento com a noiva Beatrice (Florence Thomassin) e mais três amigos. Ele trabalha como garçom e, certa noite, é desafiado por um cliente a identificar todos os ingredientes de seu prato. Ao sair bem-sucedido do teste, Nicolas é apresentado ao poderoso executivo Frederic Delamont (Bernard Giraudeau), que o contrata como seu “Provador Oficial de Comidas” – por um altíssimo salário. A repentina mudança em sua vida faz Beatrice abrir os olhos.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Frase da semana

"A gourmet is just a glutton with brains."
Phillip W. Haberman, Jr.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Sem garçom

Restaurante alemão dispensa garçons e comida chega por "escorregador"

(da Agência Reuters, no UOL News, para assinantes). Clique djá!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Top 10 do Ian

Já que não acho legal colocar aqui meus restaurantes favoritos, o Ian (meu namorado), pelo pouco tempo que tem de Brasil, já sabe quais são seus preferidos. Listo abaixo seu Top 10:

1º - Aska (já citado nos primeiros posts deste blog)
2º - Yakitori-Yá (é fã do oden)
3º - Raful (parada obrigatória para comer kibe cru no Mercadão)
4º - Tanaka (apesar de não gostar muito de sushi de toro, uma das especialidades do itamae-san)
5º - The Fifties (o indispensável Pic Burger)
6º - Shundi & Tomodachi (apaixonou-se pelo menu-degustação com iguarias)
7º - Aizomê (foi a primeira vez que gostou de polvo)
8º - Kebab Salonu (curtiu os temperos do kebab)
9º - Pastel da feira de Moema aos domingos (de pizza ou de carne)
10º - Sanduíche de pernil de barraca de estádio (o cara já virou brasileiro)

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

O cheiro do vizinho sempre é melhor


Você já deve ter ouvido essa frase: "o prato do vizinho sempre é melhor". Já sofri muito com isso, confesso. Mas hoje foi diferente, ou melhor, pior. Sem comida em casa, estava na piscina para esquecer a fome olhando pro meu pânceps, quando senti o maldito refogado vindo do primeiro andar. Com certeza era alho no azeite. Depois senti algo mais forte e artificial, parecia algum tempero industrializado para carne.
Artificial ou não, eu não estava ligando. Estava mesmo interessada no cheiro do vizinho.

Ainda hei de bater em todas as portas do prédio para provar a comida de cada um - espero que não traga reflexos pra minha próxima reunião de condomínio.

Deve ser uma maravilha comer 5 feijões com arrozes de temperos diferentes - meu sonho de menu-degustação.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

A preguiça reina - continuação sobre o Lucca

Como estou com preguiça, reproduzo aqui o que eu escrevi sobre o Lucca no site Basilico:

Chef Samuele Oliva se destaca na cozinha do Lucca
É muito gratificante quando conhecemos um novo chef que chega à cena gastronômica com tanto empenho. É o que se vê em Samuele Oliva (com passagem pelo Piselli), que comanda o recém-inaugurado Lucca, no lugar do antigo Sabuji. No ambiente, pouco foi modificado – o mais notável é o bar, que foi fechado e se tornou uma sala aconchegante para fumar um charuto e beber drinques. Já o cardápio ganhou a criatividade e o esmero do chef, montado ao lado dos proprietários Carlos Rios, fundador da Esplanada Grill e Cristal Pizza Bar, Paulo Henrique Machado e Carlos Varela, ambos empresários. O resultado está na cozinha italiana com ênfase mediterrânea, preparada sem ingredientes gordurosos, como manteiga, óleos e creme de leite, e pouca presença de sal. Este “toque saudável”, que pode representar para muitos a falta de gosto na comida, traduz o contrário nos pratos de Oliva: ressalta o sabor dos ingredientes. Para ajudar nesta emersão de aromas, o chef brinca com os sabores cítricos e especiarias, como no carpaccio de coelho com chips de batata doce, que leva limão-siciliano (R$ 24). Outros pratos que merecem atenção são o papardelle com brasato desfiado (R$ 38) – as massas são feitas na casa e o longo cozimento da carne traz um molho encorpado ao prato – e o petit gâteau de limão siciliano (R$ 12), uma versão delicada da sobremesa já desgastada nos cardápios paulistanos. (Beatriz Marques) (24/08/2007)
Lucca (r. Sabuji, 20, Jardim Paulistano, zona sul, São Paulo, tel. 0xx11/3814-1240)

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Frase da semana

Enviada pelo meu amigo Álvaro Cézar:

"
Homens são como um bom vinho. Todos começam como uvas e é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia para o jantar."

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Os imperdíveis


Uma vez ou outra, a cidade de São Paulo é surpreendida por algumas novidades gastronômicas. Para mim, as ótimas pedidas dos últimos meses são o Eñe e o Lucca.

O primeiro foi criado pelos gêmeos espanhóis Sergio e Javier Torres Martinez, que se encantaram pelo país e resolveram criar raízes por aqui. O que se encontra é uma cozinha de vanguarda, com o uso de técnicas como cozimento a vácuo e em baixa pressão, que é cuidadosamente executada pelo chef Japa quando a dupla não está em terras brasileiras. No jantar de ontem, tive a oportunidade de provar algumas delicadezas como a barriga de atum grelhada com creme de mandioquinha, molho de azeite extravirgem, tomate e azeitonas pretas - a posta se desmanchava ao toque do garfo e o creme de mandioquinha era um veludo só -, e o papada de cerdo (porco) confitado por 18 horas em azeite, quenelle de caviar e emulsão de batata - quem não é fã de gordura, não poderia nem chegar perto, mas para mim, uma gordura em pessoa, estava suculento e aromático, com o toque delicado do caviar que "quebrava" um pouco a gordura no paladar. Outro prato curioso foi o tartar de ostras servido dentro do tomate cereja (foto)- de bonita apresentação, mas sem surpresas no paladar. O único aspecto que não agradou por completo foi a harmonização com os agradáveis vinhos do Marqués de Riscal - tanto o menu quanto os vinhos eram excelentes, porém o casamento não teve um final feliz.

Num próximo post, comento as maravilhas do Lucca.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Notícia bizarra


Como muitos de vocês sabem, trabalho no site Basilico e costumo receber uns releases "interessantes". Aqui reproduzo um que acabou de chegar - e promete ser um sucesso de vendas!

"Pizza de Alface é a novidade da Bendita Hora Pizza & Arte

Foi depois do sucesso da receita da pizza de abobrinha e pensando no verão brasileiro, que a Bendita Hora Pizza & Arte preparou uma pizza especialmente para a estação: a Pizza de Alface. A pizzaria conhecida por suas inovações e receitas especiais deu ao ingrediente principal, a alface, um sabor especial quando misturado à massa, ao molho e ao queijo parmesão que acompanham a receita. Leve, saborosa e diferente a mais nova integrante do cardápio é uma ótima opção para as noites quentes.

Mas os preparativos para a nova estação não param por aí. A Bendita Hora também realizou uma reforma na casa de Perdizes para deixar o ambiente ainda mais agradável. Cercada por árvores, a parte externa do local agora conta com coberturas removíveis, o que proporciona ao cliente a oportunidade de estar ao livre e aproveitar melhor as noites de verão."

Para quem se interessar, aqui vai o endereço: Rua Vanderlei, 795 - Perdizes (Tel.: 3862.0622) e Av. Copacabana, 561, 18 do Forte Empresarial - Alphaville (Tel.: 4193-6336)

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Tá com grana sobrando?

Conheça os menus-degustação mais caros do mundo, segundo a revista Forbes

Precisa ter muuuuiiiittaaaaaaa grana sobrando!

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Enigma gourmet


Alguém pode me dizer o que é isto?

O meu amigo fotógrafo Danilo Alvarenga (o cara manda bem!) fez este registro num lugar bizarro canadense, mas não sabe o que é. E eu muito menos!

Algum chute?

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Adendo sobre post do foie gras

Segundo o Chicago Tribune, parece que a proibição de foie gras em Chicago não está sendo levada tão a sério...
Confira no site do jornal

terça-feira, 21 de agosto de 2007

No balcão


Eu odeio comer sozinha. Em casa, preparo meu prato, tempero minha salada e vou correndo para a frente da TV - só para deixar bem claro, coloco o prato na mesa e não no meu colo (algo para melhorar a situação deprimente). Já no restaurante, quando não há amigos ou namorado disponíveis, tenho uma companhia bem melhor do que o aparelho eletrônico: o sushiman ou itamae-san.

Para os que me conhecem, sou fascinada por culinária japonesa. Não só sushi, mas todos os tipos de preparo que envolvem esta incrível gastronomia. Estar presente ao lado daquele que me dará prazer e ver seu trabalho minucioso e sedutor, é um dos maiores presentes que a gastronomia pode me proporcionar.

É uma mistura de inveja, orgulho, fome e ansiedade. Fico no balcão admirando as mãos limpas e de leves movimentos, que retiram um pedaço (nem sempre) gordo de peixe e cuidadosamente mostram a qualidade de sua faca com o fio perfeito ao cortar. Ah, aquela faca... invejada por qualquer cozinheiro... é um contraste ver seu enorme tamanho e seu poder de corte (que poderia fazer um estrago criminoso) atuar em um delicado filé e separar os saborosos sashimis. Tudo isso para o comensal não ter o menor trabalho ao degustar: somente pegar os hashis e levar o peixe à boca.

E os sushis? O arroz que vai à mão do itamae-san parece se moldar com perfeição somente com parcos movimentos. E o peixe se encaixa na medida, formando uma obra de arte que em breve estará em minha língua.

Imagine acompanhar um mestre da pintura produzindo sua obra, dedicar a você e, além de admirar com os olhos, também sentir sua arte no paladar?
É assim que me sinto num balcão de sushis.

obs: Num próximo post comento os meus balcões favoritos

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Coisa minha



Nada mexe mais comigo do que minhas memórias gustativas...meus bons momentos da infância.
Mury é o local que mais traz à tona essas lembranças. É o bairro de Nova Friburgo (RJ) onde tenho uma casa, no meio do nada, onde só vejo o verde. Praticamente nasci ali - minha mãe só deu um pulinho ao médico no Rio para me tirar da barriga.

Lembro-me de um dos melhores almoços de minha vida....tinha uns 6 anos, saí de um banho gostoso e fui para o jardim. Sentei numa cadeirinha de madeira que fora da família do meu pai e, numa mesinha improvisada, minha mãe colocou o prato-verde-fundo recheado de arroz com carne moída refogadinha e pepino picadinho temperado. Não esqueço minhas garfadas ansiosas, que esquentavam meu estômago junto com o sol de outono que aquecia minha pele.

Hoje tive a oportunidade de mais uma vez sentir o sabor da infância. Minha mãe acabou de chegar de Mury e trouxe na bagagem 3 pacotes de manteiga de Macuco. Cada tablete vem embalado em papel celofane e colocado numa caixinha de papel. A delícia é feita na cidade de Macuco (RJ) e tem uma cremosidade marcante, o sal é na medida e não conta com rastro de ranço que costuma aparecer em manteigas.

Na hora em que provei a manteiga, voltei a Mury. Senti o sol das 7h da manhã batendo em meu rosto, sentada à mesa de madeira escura e azulejos brancos com desenhos azuis; minha vista direcionada à janela e as montanhas me dando bom-dia; o cheiro do orvalho do cipreste se aquecendo com o sol; o café quente soltando aromas e fumaças ao cair na minha xícara e a manteiga de Macuco escorregando no meu pão com erva-doce...

Ai ai, que saudades de Mury.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Frase da vez

Retirada da newsletter BBC Food

"Anybody can make you enjoy the first bite of a dish, but only a real chef can make you enjoy the last."

Frangois Minot

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Aska

Eu não gosto de ir sempre ao mesmo restaurante, não gosto de sempre pedir o mesmo prato. Mas há alguns lugares que não temos escapatória. Um deles é o Aska.
Primeiro: meu namorado é viciado.
Segundo: é especializado em lamen e só há 2 opções - com caldo de galinha ou caldo de porco.

O Aska não tem muitos anos de vida, mas tem cara de supertradicional no bairro da Liberdade.
Vive lotado, recheado de orientais e parcos ocidentais metidos a especialistas em cozinha japa (como eu).

A cena sempre é a mesma: chegamos lá pelas 20h, esperamos uns 30 minutos para conseguir mesa - e muitas vezes temos de dividi-la com outro casal, e o prato sempre é o mesmo: shoyu lamen.

Apesar da monótona rotina, o lugar me fascina. O caldo é excepcional, as fatias de carne de porco que acompanham o lamen sempre estão suculentas e saborosas e a porção de guioza chega à mesa com perfeição. Outro fator importante é o preço atraente: uma porção sai por R$ 10.

Aska - Rua Galvão Bueno, 466 - Liberdade. Tel.: 3277-9682

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Eu não tenho pena do pato

Olha, eu como foie gras. Rezando. É uma das melhores sensações que meu paladar pode me proporcionar. A cremosidade, a delicadeza se esparramando em minha língua, os aromas inigualáveis, é indescritível. Por isso, não tenho pena do pato. Tenho é muito orgulho, em saber o poder de sedução que em mim causa. Entendo quem defende o animal, que odeia o foie gras pelo modo como é obtido. Mas (in)felizmente, meu prazer ainda é maior do que minha pena.

O que me dá raiva de fato é a tentativa de "maquiar" a verdade criando imitações baratas. Leia o artigo do Wall Street Journal para quem quiser me entender melhor. É o mesmo ódio quando colocam em supermercados e cardápios pratos como "hambúrguer de soja" ou "estrogonofe de soja". Se o vegetarianismo é um lema, um espírito de vida, não tente enganar o estômago com uma falsa lembrança de como a vida era melhor ao lado de um suculendo bife de vaca.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Mc Favela

Deve ser melhor do que o original.
É só clicar aqui, manoooo

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Hora da xepa

Xepa (segundo Houaiss)
Acepções
substantivo feminino
Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
1 comida servida em quartel
2 sobra de alimento; resto de comida não consumido
3 papel velho e já utilizado, recolhido com o objetivo de venda para reciclagem em fábrica de celulose
4 Regionalismo: Rio de Janeiro.
cada uma das últimas mercadorias expostas em uma feira livre, ger. mais baratas e de menor qualidade
5 Regionalismo: Rio de Janeiro.
sobra de alimento não vendido ao término de feira ou mercado, recolhido ou pechinchado por consumidores


Vocês já viram mulheres desesperadas no primeiro dia de liquidação de alguma loja? A cena é um pouco parecida com a qual presencio todos os domingos, lá pelas 12h45: eu e meu namorado em busca de alimentos na feira livre, em plena hora da xepa. Claro que ambiente é mais barulhento e sujo do que um shopping center, mas os descontos são muitooooo mais atraentes.

Depois de uns 8 quarteirões percorridos, chegamos à esquina da av. Lavandisca com a r. Gaivota, em Moema - uma das pontas iniciais da feira e ponto de partida para a competição dominical de Bia e Ian.

Rapidamente pegamos a lista de ingredientes para o próximo rango. Batatas, cebolas, alho, lentilhas e cenouras eram as pedidas do último domingo - uma deliciosa sopa de lentilhas estava programada para o jantar.

Voamos até o final da Lavandisca para encontrar nossa japonesa-vendedora-de-cebolas-e-alhos. Ian ficou na barraca escolhendo e negociando com seu parco português enquanto disparei em direção ao "homem das batatas", que já estava carregando sua mercadoria na kombi.
"Moço, dá ainda pra eu pegar umas batatas?". Claro que ele concordou, só tivemos de pesar na barraca vizinha, pois sua balança já estava empacotada. Resultado: 3 batatas por R$ 0,50
Peguei Ian no caminho de volta, paramos rapidamente para pegar as cenouras - o último maço por sinal, a R$ 1 - e estávamos em direção à barraca de grãos quando ouvimos a palavra mágica: "bacia do mamão a um real!!! É pra acabar!!!". Eu viro pro lado e já encontro um amontoado de clientes passando a mão, apalpando e cheirando milhares de mamões. Realmente era uma pechincha: 5 frutas por R$ 1! Não tive dúvida: estapeei umas velinhas, empurrei outros barrigudos e consegui a minha fatia do bolo.

Bom, estávamos comprando além de nossa lista, mas claro que valia a pena! Não poderíamos deixar tão lindos mamões de lado.

E não é que logo ao lado tinha uma barraca vendendo a dúzia de banana nanica a R$ 1 também? Mais uma sacola para casa...

Finalmente conseguimos chegar à barraca de grãos e encontramos o feirante também desmontando seus pertences.
- 500 gramas de lentilhas custam R$ 2,50.
- Mas se a gente levar 2 sacos, faz por R$ 4?
- Não, não dá minha linda.
- Por R$ 4,50 eu levo.
- Fechado!

Estava bom para ambas as partes, até meu namorado esbarrar num outro saco de lentilhas e espatifar no chão. Olhei com uma cara de tristeza, vendo que minha negociação teria sido em vão, já que teria de pagar pelo estrago. Mas nosso amigo feirante nos alegrou: " não tem problema, podem ir".

Depois desta corrida louca e somente R$ 10 gastos, fomos comemorar - como sempre fazemos - com um caldo de cana e pastéis de carne.

A sopa ficou divina, claro! Agora temos ainda muitos mamões e bananas para acabar...


sexta-feira, 20 de julho de 2007

De luto

Infelizmente sofro com os familiares das vítimas do acidente com o avião da TAM. Meu primo, Marcelo Pedreira, estava lá. Este blog está de luto. Registro aqui minha indignação e solidariedade a todas as pessoas próximas às vítimas.

domingo, 15 de julho de 2007

O mistério da Pizzaria Guanabara

Sempre quando eu venho ao Rio, fico impressionada com o sucesso da Pizzaria Guanabara no Leblon. Numa das mais movimentadas ruas do bairro, artistas globais, jovens descolados, famílias animadas e senhores da região disputam a tapa uma cadeira para ou beber um chope, ou comer uma pizza, ou os dois juntos ou nenhum deles. Mas o que faz deste lugar um ponto de encontro indispensável para os cariocas da zona sul? Eu busco a resposta e conto com meus amigos nativos para solucionar tal mistério. As poucas coisas que identifiquei foram a pizza cara e sem sabores inspiradores (nem é feita no forno a lenha), a decoração desconexa - a parte frontal tem cara de bar e o salão tem cara de pizzaria, parecem lugares distintos - e o chope "ok", que ainda me faz preferir os tradicionais Jobi e Bracarense, botecos vizinhos de bairro. Então, o que há de tão especial? Preciso morar aqui alguns meses para entrar no espírito carioca e descobrir sozinha?

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Para começar

Para aqueles que querem aprender a cozinhar, como minha amiga Simone, há muitas escolas de culinária que oferecem cursos gratuitos. É uma bela opção para quem não tem muita grana e tem timidez de sobra para mostrar suas habilidades. A maioria dessas escolas são patrocinadas por grandes empresas, que aproveitam o espaço para divulgar seus produtos. Aqui vão algumas dicas:

Centro de Culinária Walita (http://www.centroculinariowalita.philips.com.br)
Casa Gourmet Arno, em diversos shopping (http://www.casagourmet.com.br/cgh/)
Arosa, aulas com massa folhada (http://www.arosa.com.br)
Sabores de São Paulo, no Mercado Municipal (tels. 3313-1326 e 3313-4851 ou pelo email saboresdesaopaulo@prefeitura.sp.gov.br)

terça-feira, 10 de julho de 2007

Sensacionalismo gastronômico


Já sei que tem gosto pra tudo. E eu costumo gostar de tudo. Mas sinto certo sensacionalismo no ar quando se trata de alguns pratos e ingredientes. Uma super valorização desnecessária? Um exotismo que se sobrepõe ao valor do sabor? Eu acho que o escargot se encaixa nesse perfil. A polêmica em colocar um caracol na boca é maior do que suas características gustativas. Aviso: eu gosto de escargot. Porém uns "corajosos" tendem a afirmar que é algo maravilhoso, sensacional, blá blá, só para exibir seu paladar "refinado". E, sinceramente, pra mim não tem nada de espetacular.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

À moda das putas

Depois de uma noite no hospital, nada como receber carinhos e afagos do namorado. Ian sabe fazer muito bem isso, ainda mais quando ele instiga meu paladar. Para celebrar minha recuperação, ele preparou um spaghetti alla puttanesca, de lamber os dedos! Manu estava presente para confirmar. Para quem ficou morrendo de inveja, segue a receita.

Spaguetti alla puttanesca
Para 3 pessoas, 45 minutos


Ingredientes:

9 azeitonas pretas gordinhas (podem ser chilenas, cortadas ao meio, sem caroços)
1/4 xic. (chá) de azeite
8 files de anchovas
2 latas (400 g) de tomates pelados (use também o caldo)
pimenta vermelha a gosto
450 g de espaguete (eu prefiro o mais fino possivel)
2 colheres (sopa) de alcaparras
12 dentes de alho (8 inteiros e 4 picados)
12 champignons
1/4 xic. (chá) de salsinha picada

Preparo:
Aqueça o azeite numa panela. Adicione os alhos inteiros e frite até ficarem dourados. Aumente o fogo e coloque as anchovas e cozinhe até que elas se desmanchem. Adicione a pimenta vermelha picada e espere 30 segundos (precisão oriental!). Acrescente os tomates, as azeitonas e as alcaparras e deixe reduzir por 25-30 minutos em fogo baixo. Durante isso, cozinhe o espaguete em outra panela. Nos 5 minutos finais do cozimento do molho, adicione o alho e salsinha picados.
Sirva o molho com a massa e adicione queijo parmesão ralado na hora.

Notas do Ian:
O sal do prato é controlado principalmente pelas anchovas e as azeitonas. Então, preste atenção em quão salgado são esses 2 ingredientes. Na minha opinião, é muito importante escolher anchovas de alta qualidade.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Chega de Campos



Eu confesso. Não agüento mais ouvir falar sobre Campos do Jordão no inverno. Talvez pelas idas excessivas a trabalho, o "charme" pra mim não existe mais. O ar de "quero ser europeu" me desgasta. É decepcionante ver a pequena Capivari cheia de casacos ambulantes, felizes por terem uma desculpa para saírem do armário. Lá é a prova de que paulistano não vive sem trânsito, é um tumor cultural. Nas ruas apertadas está um enxame de carros parados em busca de olhares invejosos. O único conforto que vejo nesta cidade invernal é o que a gastronomia pode nos oferecer e confortar a alma. Os bons chopes da Baden Baden e Hop´s, a feijoada do Grande Hotel do Senac e outras casas que investem em produtos da estação, como fondues, raclettes e trutas. Mas será que vale a pena enfrentar todo esse caos para degustar o que a cidade tem de melhor? Meu conselho: espere o inverno acabar.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Não preciso de mais nada nesta vida

Cafeína no ar


Eu encaro comida de avião por pura falta de opção. Alimentos insossos, talheres de plástico...ui! Que arrepio. O pior está no final: o famoso cafezinho. Isso é lamentável, prefiro ajoelhar no sabugo. Agora as coisas mudaram para quem pegar um vôo da Air France para Paris, em 1ª classe ou executiva. A refeição acaba com o italianíssimo illy, espresso tirado na hora e servido em xícara de porcelana. O problema agora é só o avião sair do chão e não dar um chá de cadeira nos passageiros!

Definição

Tudo começa por aí...

Aguçar, pelo Houaiss
3 Derivação: sentido figurado.
provocar o surgimento ou a intensificação de; excitar, estimular
Ex.: a. o apetite, a curiosidade