quarta-feira, 28 de novembro de 2007

A ciência em nome do vinho

Da Folha de S.Paulo, 28/11/2007, Caderno Ciência

Teste genético identifica melhor uva para vinhos

Genoma da planta rende primeiras ferramentas

RICARDO BONALUME NETO
DA REPORTAGEM LOCAL

Cientistas dos EUA e da Itália identificaram os "genes do amadurecimento" em uvas e criaram um novo método para selecionar frutos. Não só os genes, mas os principais processos bioquímicos envolvidos na maturação, foram decifrados. Isso permitirá que em breve seja possível detectar com mais precisão qual uva, ou qual cultivar, produzirá bons vinhos. Em dois novos estudos na revista "BMC Genomics", os cientistas mostram ferramentas derivadas do genoma da uva (Vitis vinifera), divulgado em agosto.
"O amadurecimento da uva implica em muitos processos biológicos e moleculares. Até agora, é monitorado por meio de métodos triviais que calculam o teor de açúcar, de acidez, que permitem estimar o estado de amadurecimento", disse à Folha o líder do estudo americano, Laurent Deluc, da Universidade de Nevada, em Reno.
Segundo ele, essas técnicas não permitem saber com precisão se o amadurecimento chegou ao auge. Seria preciso ter outros "indicadores" e a expressão (ativação) dos genes pode cumprir esse papel. "Se existir um gene cuja expressão seja muito alta na época da colheita, você pode usá-lo como um bom marcador", diz. A tecnologia de chips de DNA permite saber ao mesmo tempo como se ativam 16 mil genes.
A equipe americana pesquisou sete estágios do desenvolvimento de uvas Cabernet Sauvignon. "A análise identificou um conjunto de genes desconhecidos potencialmente envolvidos em estágios críticos associados ao desenvolvimento da fruta que podem agora ser sujeitados a testes", escreveram os cientistas. Além de descobrir detalhes do funcionamento de genes fundamentais, ligados à fotossíntese ou à resistência a doenças, eles puderam ver outros relacionados à produção de compostos aromáticos e à regulação dos flavonóides, substâncias essenciais para o sabor dos vinhos.
"Os flavonóides são críticos para a estabilidade do vinho através do tempo", diz Deluc. Saber quais genes são importantes para o acúmulo desses compostos pode permitir aos pesquisadores "gerenciar melhor" a uva, ou até criar variedades transgênicas, diz Deluc.
Os estudo italiano, que usou uvas Pinot Noir, achou cerca de 1.400 genes específicos do amadurecimento e viu como sua expressão flutuava de modo semelhante durante o processo em três estações de colheita. Foi possível ver que um grupo menor de genes foi fortemente influenciado por condições climáticas, provando que a boa safra requer uma combinação de uva, solo e clima.
"A produção de vinho ainda pode ser considerada uma arte, mas uma alta qualidade da uva é sempre um pré-requisito para fazer vinhos de alta qualidade." diz Stefania Pilati, uma das autoras do estudo italiano. Deluc vai além. "A produção de vinho deixou de ser uma arte, está se tornando uma ciência com um propósito econômico real."

sábado, 24 de novembro de 2007

As calorias me perseguem

A sexta-feira foi agitada gastronomicamente. Depois de um almoço no A bela Sintra com vinhos portugueses da Casa Ferreirinha (a linha Callabriga), eu e minha amiga e ex-chefinha Cris fomos experimentar o "Melhor Bolo de Chocolate do Mundo". Não sei se é o melhor do mundo, já que não comi todos existentes, mas que era bom, era!

Para tentar amenizar o efeito calórico, hoje (sábado) fui dar uma andada no Parque Ibirapuera. Estava eu, firme e forte nos passos, quando senti um cheiro booommmmm. Meu faro de cão logo detectou: acarajé!
As baianas (com aquela roupa e tudo mais) estavam na porta do Museu Afro Brasil servindo GRATUITAMENTE aquele fumegante e saboroso bolinho frito! Claro que abocanhei um.

Não tem jeito...por mais que queira fugir, as calorias me perseguem!

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Dobradinha 2 - A missão

Continuo na minha luta à procura de dobradinha na cidade. Eis que numa conversa com Ivo, do restaurante Tordesilhas, ele me dá mais um alento ao meu paladar. "A gente costuma servir como prato do dia", declara.
Claro que, além da dobradinha, não dá pra deixar de provar o barreado, o tutu à mineira, o pato no tucupi, e por aí vai! - o pânceps agracede.

E mais Forbes...

Esses caras gostam de fazer "os 10 mais". Agora é a vez dos restaurantes mais caros!

Clique djá dinovo!

Reserva pra quantos?

Quer saber quais são os 10 restaurantes mais difíceis de se fazer uma reserva? A Forbes.com conta pra você.

Clique djá!


ps: tudo bem que conheço algumas pessoas que só precisam dar um telefonema para comer numa dessas espeluncas sem esperar um dia sequer...

Retrospectiva do pré-jogo em poucas palavras


Camiseta da Seleção: R$ 120

Táxi até o Hilton, com o mega trânsito de SP: R$ 35

Ir do Hilton ao Morumbi num busão sem freio, subir na calçada, levar uma árvore, bater num poste, arrebentar a traseira de outro busão e ainda dar uma chapuletada em outro carro: NÃO TEM PREÇO!!!


hahahahaha!

ps: entre mortos e feridos, todos se salvaram

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Top 1 da Wine Spectator

A Wine Spectator acaba de anunciar a lista "The Top 100 of 2007". E o grande vencedor é....

Clique aqui e descobrirá!

Em clima de Natal

Há uma semana meu pai não coloca um grama de arroz na boca e só compra pão light.
"É pra comer todos os panetones que chegarem sem culpa", justifica.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Dobradinha

Pode parecer estranho pra muitos, mas eu amo dobradinha. Minha mãe, excelente cozinheira quando não está com preguiça, faz o delicioso prato com paio e feijão branco.
Semana passada tive o prazer de ter a dobradinha em minha boca. Ao mesmo tempo pensei como seria meu futuro sem a comida da mama e, conseqüentemente, sem a iguaria. Uma coisa é certa: eu amo COMER dobradinha, ponto final. Fazê-la já são outros quinhentos - o bicho é feio pra burro, dá um trabalhão pra preparar. A tristeza foi tomando conta de mim - onde poderia comer tão nobre prato fora de casa? A alegria só veio quando li o press release sobre o restaurante da Enoteca Acqua Santa: no almoço e jantar de sexta-feira eles servem dobradinha à italiana, por R$ 29. Outros pratos também me agradaram: rabada ao vinho tinto às quartas (R$ 31) e fígado à veneziana às quintas (R$ 29).
Quem gostou assim como eu, segue infos do local, sob o comando do chef italiano Luciano Pollarini:
Rua Oscar Freire 155 (depois da esquina da Rua Peixoto Gomide), Jardins, São Paulo, tel. 3081-7909 (www.enotecaacquasanta.com.br)

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Frase da semana

E eu, que estava quase morrendo, pensando que era por causa da cachaça...

Era o leite!!!


ps: tks, pai

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O assunto de hoje é: faculdade de gastronomia

Lendo matéria do Info Money que saiu no UOL, fiquei pensando no panorama gastronômico atual e na multiplicação das faculdades de gastronomia. Querido leitor, você acha que para ser um bom chef é necessário cursar uma faculdade?

sexta-feira, 2 de novembro de 2007