sábado, 23 de maio de 2009

Mendoza 1 - Pit stop em Santiago

Tive o prazer de viajar para Mendoza, a convite da LVMH, e conhecer os vinhedos de Terrazas e Cheval des Andes, duas linhas de vinho do grupo, já conhecidas pelos bebedores daqui. Como alguns companheiros de viagem (e ótimos amigos) já postaram sobre a viagem em seus blogs (Luluca, Kats, Ale), resolvi colocar algumas notas complementares, que julgo interessantes para quem visitar a cidade.

- Viajar para Mendoza não é fácil, principalmente para aqueles que entram no avião como se estivessem indo para a cadeira elétrica (prazer, sou eu). São dois voos: de São Paulo para Buenos Aires e de lá para Mendoza, ou até Santiago e então para a cidade portenha. A LVMH foi sábia em escolher a segunda opção, já que em BsAs teríamos de trocar de aeroporto. E durante o intervalo entre os voos pudemos conhecer o mercado central da capital chilena, com direito a um almoço no restaurante Donde Augusto. Com a companhia dos vinhos Medalla Real e Leyda, ambos Sauvignon Blanc 2008, provamos angulas, vieiras, camarões, matchas (um marisco rosado da região) com parmesão gratinado e gigantes centollas, como podem ver na foto.
Uma curiosidade foi o conhecer o pepino chileno. Longe de ser a nossa leguminosa, é uma fruta bastante doce, do tamanho de um abacate mexicano, parecido com o sabor de um cantaloupe (na foto também).


Bom, deu para perceber como aproveitamos bem nosso tempo de espera entre os voos. É uma dica valiosa, dada pelo companheiro de viagem Mauro Marcelo Alves.
- Um ponto importante para quem GOSTA de viajar de avião. A rota com passagem por Santiago proporciona uma vista incrível da Cordilheira do Andes. E melhor, duas vezes!
- Outra grande vantagem de passar por Santiago é fazer umas comprinhas no free shop de lá. Falo de vinhos, é claro. Levei um Alba de Domus 2006, da Domus Aurea, no Valle Maipo Alto; Sideral 2003, da Viña Altair, no Vale do Rapel; e Tabalí Reserva Especial 2006, do Vale do Limarí. A brincadeira ficou em torno de 100 dólares, mas tenho certeza de que cada gole compensará o gasto!
No próximo post, prometo falar de Mendoza!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Aula mexicana

O México é lindo. Moles, margaritas, tamarindo são minhas primeiras lembranças de um país altamente gastronômico e pouco explorado por aqui. Só quando eu visito a casa de Lourdes Hernández, cozinheira de mão cheia, que consigo matar um pouco das minhas saudades com um jantar recheado de sabor e espírito mexicanos. Quem ainda não teve a oportunidade de provar seus quitutes e receber seus emails que parecem um roteiro de filme, poderá conhecê-la pessoalmente na aula que ministrará na Escola Wilma Kövesi de Cozinha (11/5, das 19h às 22h, R$ 180). Enquanto falará sobre cozinha como "uma geografia poética", também preparará um prato com arroz, cuitlacoche (iguaria vinda da fermentação do milho) e rabada - três ingredientes difundidos na cultura mexicana em preparo contemporâneo. Mais informações: (11) 3063-1592

domingo, 12 de abril de 2009

Pão de Páscoa

Algumas tradições são essenciais para refrescar minha memória. A Páscoa sempre traz de volta o cheiro de pão assando no forno, que me acompanha desde meus primeiros registros olfativos.
Meu avô, português, era padeiro (eu sei, é pleonasmo). E ele só fazia pão, sem os adendos que figuram nas modernas padarias da cidade-grande. A receita de seu pão só mudava no domingo de Páscoa, que ganhava aromas especiais para a data. Meu avô faleceu, minha avó continuou a prepará-lo. Minha avó também se foi, e minha mãe continua a nos proporcionar uma Páscoa cheia de reminiscências. Hoje, vendo o papel amarelado e puído, nas páginas finais para "anotações" do livro Comer Bem - Dona Benta (51a edição, Companhia Editora Nacional, adquirido em 28/06/1971 por minha mãe), decidi que a receita deveria caminhar para o mundo binário, de acesso irrestrito.
Espero que aproveitem, assim como faço a cada mordida saudosa.

Pão de Páscoa
1 kg de farinha de trigo
10 ovos inteiros
100 g de manteiga
1 colher (chá) de canela em pó
1 copo de açúcar
1 copo de azeite
1/2 cálice de uísque ou cachaça
1 colher (chá) de sal
50 g de fermento de padaria

3 gemas para pincelar
açúcar cristal para salpicar

Misture todos os ingredientes, sendo a farinha por último, amassando com as mãos. Deixe a massa descansar por uma hora. Faça o pão no formato que desejar e coloque em um tabuleiro untado e enfarinhado. Deixe descansar por mais 20 minutos. Pincele cada pão com a gema e salpique com açúcar cristal (o quanto baste).
Preaqueça o forno por 30 minutos a 180oC. Leve o tabuleiro ao forno e asse por 30 minutos (estará pronto quando ficar com a casca dourada).

sexta-feira, 20 de março de 2009

Para pensar

Ao ver aquela multidão na 5 Ave, em Nova York, comemorando o St. Patrick's Day, fiquei realmente surpresa com a felicidade em celebrar uma data irlandesa. Perguntei a meu amigo o motivo, ele me deu a resposta óbvia. "Os americanos precisam de uma desculpa para se embebedar". E eu pensei: "os brasileiros não precisam de motivo para tal".

quarta-feira, 4 de março de 2009

Mais Atala

Em entrevista à agência Reuters, o chef fala dos ingredientes amazônicos. Clique djá

segunda-feira, 2 de março de 2009

De portas fechadas

O estrelado The Fat Duck, do chef Heston Blumenthal, passa por uma "crise" ao ter cerca de 40 clientes com problemas de saúde. Clique djá

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Com um ponto de interrogação na cabeça

Adoro o chef Alex Atala. Ele foi um dos poucos profissionais a valorizar os ingredientes tipicamente brasileiros, colocando-os no merecido topo da gastronomia.
Mas hoje de manhã, antes de aturar a estrada no Carnaval, me deparei com a seguinte manchete na Folha Online: "Alex Atala renuncia ao uso de foie gras e trufas no D.O.M, diz coluna". Surgiram alguns pontos de interrogação na minha cabeça.
Se você ainda teve preguiça de clicar no link, explico. O chef resolveu colocar em prática a vocação do restaurante em "ser brasileiro" e, por isso, renunciou o uso do foie gras e das trufas, escrevendo em letras graúdas sua decisão em cada um dos 20 cardápios da casa.
É muito admirável que um chef tome esta posição, que retire de sua cozinha ingredientes que vão contra a filosofia da casa. Mas agora me pergunto: se a vocação para a cozinha brasileira está em jogo, será que os vinhos franceses, italianos e outros elaborados além-fronteiras também desaparecerão da sua carta de bebidas, com o espaço reservado somente aos líquidos nacionais? E outra: precisava escrever isto em cada cardápio? Por que não somente retirar os referidos ingredientes do mesmo?
Vou esperar o Carnaval acabar e tentar falar com Atala. Se conseguir, volto a escrever sobre o assunto.
Boa folia a todos, com ou sem trufas e foie gras.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Bons momentos

Fico com algumas lembranças gastronômicas na cabeça, que custo a postar no blog. Mas agora que fechamos a edição de março da Menu, estou com alguns segundos para contar os sabores que não saem de minha mente.
O restaurante Kinoshita, na Vila Nova Conceição, sempre me proporciona ótimas sensações. Uma delas foi durante um menu degustação harmonizado com saquês. Como estava levemente alcoolizada, pedi para a sommelière Chisato Ino me enviar por e-mail todas as delícias provadas, que compartilho com vocês:

Saquê Daiginjo-Koshi no aohisui (Niigata)
Polimento 42% com alcool etílico
Leve, seco, frutado

-Taça de ouriço
-Kakiague(tempra) com vieira e camarão
-Ussuzukuri de robalo


Saquê tipo Junmai Ginjo-Nanbu Bijin (Iwate)
Polimento 50%
Encopado, levemente seco, perfumado

-Sashimi de Toro com flor de sal
-Sushis

Saquê tipo Kimoto Junmai-Taiheizan Kimoto (Akita)
Polimento 59%
Meio corpado, bom acidez
ótimo para tomar como saquê quente (morno)

-Shake no Saikyo yaki
-Beef Katsu


Arigato, Chisato!!!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Abaixo o ouro

A gastronomia é uma arte, sem dúvida. Faço esforços mensais para ter algum trocado extra para apreciá-la e matar minha gula em bons restaurantes de São Paulo, além de outras cidades quando viajo.
Eu pago um preço alto por comer foie gras, por exemplo. Não só financeiro, mas em nome do prazer que este fígado de pato ou ganso alimentado forçosamente me proporciona. Como eu já disse em um dos meus primeiros posts, eu não tenho pena do pato (ou ganso).
O mesmo falo da trufa branca fresca, ralada na hora num prato de espaguete com gema de ovo caipira. O momento é inenarrável. Vale cada centavo.
Mas o que levam gastrônomos e chefs de cozinha a gostarem de folhas de ouro na comida? Só pode ser por simples vaidade, porque elas não alteram o gosto ou aroma do prato - só encarecem seu preço. E muitos do que as consome somente mostram que tem dinheiro, e não necessariamente sabem apreciar uma verdadeira obra de arte.
Veja um exemplo claro clicando aqui

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Sêmen na cozinha

Se alguém tiver coragem, pls, compartilhe sua experiência.
Clique djá

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Esse vinho promete...

18/11/2008
Franceses lançam 'Le Vin de Merde'

No sul da França, os fabricantes de vinho estão usando a má fama que têm de produzir bebidas de qualidade ruim para alavancar as vendas. E por incrível que pareça, a estratégia está dando certo.
Em Languedoc, no sul do País, os viticultores batizaram a garrafa de Le Vin de Merde, nome que poderia espantar o cliente. No entanto, o vinho rosé está agradando o paladar dos degustadores.
Para incrementar o comércio, os bares oferecem a degustação da bebida antes de mostrar o rótulo da garrafa. Outro fator que colabora para o sucesso de vendas é o preço. A garrafa é comercializada a 7 euros e os viticultores celebram o bom resultado: o estoque inteiro desse ano foi vendido.
Fonte: Academia do Vinho

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Mudando de opinião

Eu sempre estufei o peito pra falar que como de tudo. Mas depois que vi esse vídeo, mandado pela minha ex-boss Helo, mudei de opinião. Veja você mesmo.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Almoço de domingo

Ando com muita preguiça de escrever aqui, mas não poderia deixar de registrar meu último almoço de domingo.
Local: Rio de Janeiro
Presentes: eu, mamis, bro + namo e família da namo
Menu:
- salada verde com cogumelos grelhados e baby tomates
- gazpacho de maxixe (receita da Mara Salles, do Tordesilhas) com vieiras grelhadas com sal de Guérande
- lichias recheadas com mousse de pato e gelatina de vinho de sobremesa (inspirada na receita de Helena Rizzo que publicamos na Menu de junho - Cozinha Sensual)
- carré de cordeiro assado com alecrim e raviolis verde e amarelos recheados com brie e passas (preparados pela mãe de namo de bro)
- chocolatinhos para finalizar

e as bebidas:
- Chandon nacional pra abrir os trabalhos
- Veuve Clicquot para salada e gazpacho
- Icewine Riesling Inniskillin para as lichias
- Almaviva 2005 para o cordeiro e massa

Claro que depois de tudo (cozinhar, beber e comer), tirei um cochilo de 7 horas! E acordei só pra ir para a cama.

Amo muito tudo isso.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Religião e vinho

Que tal comprar o "sangue de Cristo" depois de confessar seus pecados? Segundo reportagem da BBC Brasil, a catedral de Birmingham, no norte da Inglaterra, prepara-se para abrir um bar de vinhos no local. A idéia, é claro, visa atrair mais fiéis à igreja anglicana e arrecadar mais fundos à paróquia.
Quem trará mais frutos? Será que o bar de vinhos baterá o desempenho do padre Marcelo Rossi com os católicos?
É uma boa disputa...

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Isso eu já sabia!

13/08/2008 - 16h33

Álcool 'torna as pessoas mais bonitas', indica estudo

Da BBC Brasil
Depois de uns copos de cerveja, as pessoas realmente começam a achar os outros mais bonitos, segundo um estudo feito por cientistas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, e publicado na revista New Scientist.

A equipe liderada por Marcus Munafò, do Departamento de Psicologia Experimental, conduziu uma experiência com 84 alunos heterossexuais, pedindo que eles consumissem uma bebida não-alcoólica com sabor de limão ou uma bebida alcoólica com um sabor semelhante.

A quantidade de álcool variava de acordo com o indivíduo, mas foi calculada para ter o efeito que um copo de 250 ml de vinho teria em uma pessoa de 70 kg - ou seja, o suficiente para deixar parte dos alunos levemente embriagados.

Quinze minutos depois, os pesquisadores mostraram fotografias aos participantes de pessoas da sua idade, de ambos os sexos.

Tanto os homens como as mulheres que haviam consumido álcool avaliaram as pessoas retratadas como mais atraentes do que os participantes do grupo de controle (que tinham tomado a bebida sem álcool).

A New Scientist destaca como surpreendente o fato de que os resultados não se aplicaram apenas ao sexo oposto, ou seja, homens que haviam tomado álcool também consideraram os homens nas fotografias mais atraentes, assim como as voluntárias, em relação às mulheres fotografadas.

Esse último dado vai além dos resultados de um estudo anterior feito pela Universidade de Glasgow, na Escócia, no qual o efeito do álcool na percepção da beleza só havia sido verificado entre homens olhando para fotografias de mulheres e vice-versa.

Segundo a revista, Munafò pretende estudar como o efeito varia de acordo com a quantidade de álcool ingerida, embora, por questões éticas, não possa estudar o efeito de doses que fazem com que as pessoas não consigam mais focar nos rostos.

Um outro estudo citado pela revista, realizado na Universidade de Yale, indica que as pessoas também tendem a assumir comportamentos sexuais mais arriscados depois de beber, o que poderia ser explicado pelo fato de o álcool baixar as inibições das pessoas "por meio de um efeito direto no cérebro ou ao oferecer uma desculpa conveniente para esse tipo de comportamento".

domingo, 27 de julho de 2008

Humor na Lei Seca



Melhor charge dos últimos meses!

sábado, 19 de julho de 2008

Tequila sem shot



Um dos meus piores porres da vida foi com tequila. Essa brincadeira de virar e virar e virar me trouxe uma bela ressaca no dia seguinte. O negócio foi tão brabo que fiquei com bode da bebida. O bode só foi embora depois de uma aula que tive com Hugo, proprietário do restaurante Obá. Desde então, sei apreciar "o tequila" - como ele diz -, diferenciar os tipos e degustar com muito prazer. Para quem quiser também mudar seus conceitos sobre este magnífico destilado, entre os dias 24/7 e 3/8, o Obá promove a 3a Semana da Tequila, com degustações e cardápio elaborado pela Lourdes Hernández (mexicana fora de série). Serão 18 rótulos (14 deles 100% agave) para harmonizar com pratos como Tacos dorados de pollo - em salsa verde, crocantes, temperados e picantes (R$ 17) e Panucho de cochinita - tortilla suave recheada de feijão, servida com cochinita pibil e cebola roxa em escabeche, um pecado típico de Yucatán, com salsa habanera super picante (R$ 16).
O Obá fica na Rua Dr. Melo Alves, 205, nos Jardins. Tel.: (11) 3086-4774


terça-feira, 10 de junho de 2008

Afrodisíaco, mas nem tanto

Não deixa de ser curiosa a legenda de uma das fotos da matéria "Receitas afrodisíacas", do site Cyber Cook. Confira você mesmo:

Para ver a matéria completa, clique djá