sexta-feira, 28 de setembro de 2007
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Mais um vídeo
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Sem garçom
(da Agência Reuters, no UOL News, para assinantes). Clique djá!
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Top 10 do Ian
1º - Aska (já citado nos primeiros posts deste blog)
2º - Yakitori-Yá (é fã do oden)
3º - Raful (parada obrigatória para comer kibe cru no Mercadão)
4º - Tanaka (apesar de não gostar muito de sushi de toro, uma das especialidades do itamae-san)
5º - The Fifties (o indispensável Pic Burger)
6º - Shundi & Tomodachi (apaixonou-se pelo menu-degustação com iguarias)
7º - Aizomê (foi a primeira vez que gostou de polvo)
8º - Kebab Salonu (curtiu os temperos do kebab)
9º - Pastel da feira de Moema aos domingos (de pizza ou de carne)
10º - Sanduíche de pernil de barraca de estádio (o cara já virou brasileiro)
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
O cheiro do vizinho sempre é melhor

Você já deve ter ouvido essa frase: "o prato do vizinho sempre é melhor". Já sofri muito com isso, confesso. Mas hoje foi diferente, ou melhor, pior. Sem comida em casa, estava na piscina para esquecer a fome olhando pro meu pânceps, quando senti o maldito refogado vindo do primeiro andar. Com certeza era alho no azeite. Depois senti algo mais forte e artificial, parecia algum tempero industrializado para carne.
Artificial ou não, eu não estava ligando. Estava mesmo interessada no cheiro do vizinho.
Ainda hei de bater em todas as portas do prédio para provar a comida de cada um - espero que não traga reflexos pra minha próxima reunião de condomínio.
Deve ser uma maravilha comer 5 feijões com arrozes de temperos diferentes - meu sonho de menu-degustação.
terça-feira, 11 de setembro de 2007
A preguiça reina - continuação sobre o Lucca
Chef Samuele Oliva se destaca na cozinha do Lucca

É muito gratificante quando conhecemos um novo chef que chega à cena gastronômica com tanto empenho. É o que se vê em Samuele Oliva (com passagem pelo Piselli), que comanda o recém-inaugurado Lucca, no lugar do antigo Sabuji. No ambiente, pouco foi modificado – o mais notável é o bar, que foi fechado e se tornou uma sala aconchegante para fumar um charuto e beber drinques. Já o cardápio ganhou a criatividade e o esmero do chef, montado ao lado dos proprietários Carlos Rios, fundador da Esplanada Grill e Cristal Pizza Bar, Paulo Henrique Machado e Carlos Varela, ambos empresários. O resultado está na cozinha italiana com ênfase mediterrânea, preparada sem ingredientes gordurosos, como manteiga, óleos e creme de leite, e pouca presença de sal. Este “toque saudável”, que pode representar para muitos a falta de gosto na comida, traduz o contrário nos pratos de Oliva: ressalta o sabor dos ingredientes. Para ajudar nesta emersão de aromas, o chef brinca com os sabores cítricos e especiarias, como no carpaccio de coelho com chips de batata doce, que leva limão-siciliano (R$ 24). Outros pratos que merecem atenção são o papardelle com brasato desfiado (R$ 38) – as massas são feitas na casa e o longo cozimento da carne traz um molho encorpado ao prato – e o petit gâteau de limão siciliano (R$ 12), uma versão delicada da sobremesa já desgastada nos cardápios paulistanos. (Beatriz Marques) (24/08/2007)
Lucca (r. Sabuji, 20, Jardim Paulistano, zona sul, São Paulo, tel. 0xx11/3814-1240)
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
Frase da semana
"Homens são como um bom vinho. Todos começam como uvas e é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia para o jantar."
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Os imperdíveis

Uma vez ou outra, a cidade de São Paulo é surpreendida por algumas novidades gastronômicas. Para mim, as ótimas pedidas dos últimos meses são o Eñe e o Lucca.
O primeiro foi criado pelos gêmeos espanhóis Sergio e Javier Torres Martinez, que se encantaram pelo país e resolveram criar raízes por aqui. O que se encontra é uma cozinha de vanguarda, com o uso de técnicas como cozimento a vácuo e em baixa pressão, que é cuidadosamente executada pelo chef Japa quando a dupla não está em terras brasileiras. No jantar de ontem, tive a oportunidade de provar algumas delicadezas como a barriga de atum grelhada com creme de mandioquinha, molho de azeite extravirgem, tomate e azeitonas pretas - a posta se desmanchava ao toque do garfo e o creme de mandioquinha era um veludo só -, e o papada de cerdo (porco) confitado por 18 horas em azeite, quenelle de caviar e emulsão de batata - quem não é fã de gordura, não poderia nem chegar perto, mas para mim, uma gordura em pessoa, estava suculento e aromático, com o toque delicado do caviar que "quebrava" um pouco a gordura no paladar. Outro prato curioso foi o tartar de ostras servido dentro do tomate cereja (foto)- de bonita apresentação, mas sem surpresas no paladar. O único aspecto que não agradou por completo foi a harmonização com os agradáveis vinhos do Marqués de Riscal - tanto o menu quanto os vinhos eram excelentes, porém o casamento não teve um final feliz.
Num próximo post, comento as maravilhas do Lucca.
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Notícia bizarra

Como muitos de vocês sabem, trabalho no site Basilico e costumo receber uns releases "interessantes". Aqui reproduzo um que acabou de chegar - e promete ser um sucesso de vendas!
"Pizza de Alface é a novidade da Bendita Hora Pizza & Arte
Foi depois do sucesso da receita da pizza de abobrinha e pensando no verão brasileiro, que a Bendita Hora Pizza & Arte preparou uma pizza especialmente para a estação: a Pizza de Alface. A pizzaria conhecida por suas inovações e receitas especiais deu ao ingrediente principal, a alface, um sabor especial quando misturado à massa, ao molho e ao queijo parmesão que acompanham a receita. Leve, saborosa e diferente a mais nova integrante do cardápio é uma ótima opção para as noites quentes.
Mas os preparativos para a nova estação não param por aí. A Bendita Hora também realizou uma reforma na casa de Perdizes para deixar o ambiente ainda mais agradável. Cercada por árvores, a parte externa do local agora conta com coberturas removíveis, o que proporciona ao cliente a oportunidade de estar ao livre e aproveitar melhor as noites de verão."
Para quem se interessar, aqui vai o endereço: Rua Vanderlei, 795 - Perdizes (Tel.: 3862.0622) e Av. Copacabana, 561, 18 do Forte Empresarial - Alphaville (Tel.: 4193-6336)
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Tá com grana sobrando?
Precisa ter muuuuiiiittaaaaaaa grana sobrando!
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Enigma gourmet
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
Adendo sobre post do foie gras
Confira no site do jornal
terça-feira, 21 de agosto de 2007
No balcão

Eu odeio comer sozinha. Em casa, preparo meu prato, tempero minha salada e vou correndo para a frente da TV - só para deixar bem claro, coloco o prato na mesa e não no meu colo (algo para melhorar a situação deprimente). Já no restaurante, quando não há amigos ou namorado disponíveis, tenho uma companhia bem melhor do que o aparelho eletrônico: o sushiman ou itamae-san.
Para os que me conhecem, sou fascinada por culinária japonesa. Não só sushi, mas todos os tipos de preparo que envolvem esta incrível gastronomia. Estar presente ao lado daquele que me dará prazer e ver seu trabalho minucioso e sedutor, é um dos maiores presentes que a gastronomia pode me proporcionar.
É uma mistura de inveja, orgulho, fome e ansiedade. Fico no balcão admirando as mãos limpas e de leves movimentos, que retiram um pedaço (nem sempre) gordo de peixe e cuidadosamente mostram a qualidade de sua faca com o fio perfeito ao cortar. Ah, aquela faca... invejada por qualquer cozinheiro... é um contraste ver seu enorme tamanho e seu poder de corte (que poderia fazer um estrago criminoso) atuar em um delicado filé e separar os saborosos sashimis. Tudo isso para o comensal não ter o menor trabalho ao degustar: somente pegar os hashis e levar o peixe à boca.
E os sushis? O arroz que vai à mão do itamae-san parece se moldar com perfeição somente com parcos movimentos. E o peixe se encaixa na medida, formando uma obra de arte que em breve estará em minha língua.
Imagine acompanhar um mestre da pintura produzindo sua obra, dedicar a você e, além de admirar com os olhos, também sentir sua arte no paladar?
É assim que me sinto num balcão de sushis.
obs: Num próximo post comento os meus balcões favoritos
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Coisa minha

Nada mexe mais comigo do que minhas memórias gustativas...meus bons momentos da infância.
Mury é o local que mais traz à tona essas lembranças. É o bairro de Nova Friburgo (RJ) onde tenho uma casa, no meio do nada, onde só vejo o verde. Praticamente nasci ali - minha mãe só deu um pulinho ao médico no Rio para me tirar da barriga.
Lembro-me de um dos melhores almoços de minha vida....tinha uns 6 anos, saí de um banho gostoso e fui para o jardim. Sentei numa cadeirinha de madeira que fora da família do meu pai e, numa mesinha improvisada, minha mãe colocou o prato-verde-fundo recheado de arroz com carne moída refogadinha e pepino picadinho temperado. Não esqueço minhas garfadas ansiosas, que esquentavam meu estômago junto com o sol de outono que aquecia minha pele.
Hoje tive a oportunidade de mais uma vez sentir o sabor da infância. Minha mãe acabou de chegar de Mury e trouxe na bagagem 3 pacotes de manteiga de Macuco. Cada tablete vem embalado em papel celofane e colocado numa caixinha de papel. A delícia é feita na cidade de Macuco (RJ) e tem uma cremosidade marcante, o sal é na medida e não conta com rastro de ranço que costuma aparecer em manteigas.
Na hora em que provei a manteiga, voltei a Mury. Senti o sol das 7h da manhã batendo em meu rosto, sentada à mesa de madeira escura e azulejos brancos com desenhos azuis; minha vista direcionada à janela e as montanhas me dando bom-dia; o cheiro do orvalho do cipreste se aquecendo com o sol; o café quente soltando aromas e fumaças ao cair na minha xícara e a manteiga de Macuco escorregando no meu pão com erva-doce...
Ai ai, que saudades de Mury.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Frase da vez
"Anybody can make you enjoy the first bite of a dish, but only a real chef can make you enjoy the last."
Frangois Minot
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Aska
Primeiro: meu namorado é viciado.
Segundo: é especializado em lamen e só há 2 opções - com caldo de galinha ou caldo de porco.
O Aska não tem muitos anos de vida, mas tem cara de supertradicional no bairro da Liberdade.
Vive lotado, recheado de orientais e parcos ocidentais metidos a especialistas em cozinha japa (como eu).
A cena sempre é a mesma: chegamos lá pelas 20h, esperamos uns 30 minutos para conseguir mesa - e muitas vezes temos de dividi-la com outro casal, e o prato sempre é o mesmo: shoyu lamen.
Apesar da monótona rotina, o lugar me fascina. O caldo é excepcional, as fatias de carne de porco que acompanham o lamen sempre estão suculentas e saborosas e a porção de guioza chega à mesa com perfeição. Outro fator importante é o preço atraente: uma porção sai por R$ 10.
Aska - Rua Galvão Bueno, 466 - Liberdade. Tel.: 3277-9682
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Eu não tenho pena do pato
O que me dá raiva de fato é a tentativa de "maquiar" a verdade criando imitações baratas. Leia o artigo do Wall Street Journal para quem quiser me entender melhor. É o mesmo ódio quando colocam em supermercados e cardápios pratos como "hambúrguer de soja" ou "estrogonofe de soja". Se o vegetarianismo é um lema, um espírito de vida, não tente enganar o estômago com uma falsa lembrança de como a vida era melhor ao lado de um suculendo bife de vaca.
